quarta-feira, 6 de maio de 2009

De mãos atadas


O livro de mãos atadas conta a historia de Lico e o sequestro planejado por ele e seus comparsas.
A mãe de Lico esta doente e ele não acha um emprego lucrativo, no começo tenta vender balas no sinal mas o ponto já tem dono. Certo dia ele ve um amigo que ficou sumido por uns tempos e voltou cheio da grana, depois de fazer um serviço no RJ.

De mãos atadas

terça-feira, 14 de abril de 2009

Casa de Pensão

Amâncio de Vasconcelos, um jovem maranhense, vem para o Rio de Janeiro, para estudar Medicina. De início ele se hospeda na casa de um conhecido da família, Luís Campos, que vivia com sua mulher Dona Maria Hortência e uma cunhada, Dona Carlotinha. Entretanto, Amâncio encontrou-se com um amigo e co-provinciano, Paiva Rocha, e passa a viver uma vida desvairada e boêmia. As extravagâncias de chegar altas horas da noite, faltar às aulas, embebedar-se, não lhe eram permitidas em casa de Campos. Por outro lado, o jovem estudante começara a despertar um certo interesse no coração de Hortência. Levado por esses motivos, resolve ele mudar-se para a pensão de João Coqueiro, que lhe fora apresentado por Paiva Rocha. Acaba envolvido por Amélia, irmã de João Coqueiro, que finge ignorar o romance e explora-o, exigindo dinheiro de Amâncio. Cansado do ambiente asfixiante e corrupto da pensão de João Coqueiro, Amâncio resolve viajar para São Luís, para rever a mãe, agora viúva. João Coqueiro suspeita da viagem, e consegue que a polícia prenda Amâncio sob acusação de defloramento, da qual o estudante é absolvido, em rumoroso julgamento. Inconformado com a absolvição, João Coqueiro assassina Amâncio com um tiro.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Clara dos Anjos

Joaquim era carteiro, gostava de violão e de modinhas. Ele mesmo tocava flauta, e também compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Além da música, a outra diversão do pai de Clara era passar as tardes de domingo jogando solo com seus dois amigos: o compadre Marramaque e o português Eduardo Lafões, um guarda de obras públicas. Poeta modesto, semiparalisado, Marramaque freqüentara uma pequena roda de boêmios e literatos e dizia ter conhecido Paula Nei e ser amigo pessoal de Luís Murat. Clara era a segunda filha do casal, o único filho sobrevivente. Clara tinha dezessete anos, era ingênua e fora criada com muito desvelo, recato e carinho. Por intermédio de Lafões, o carteiro Joaquim passa a receber em casa o pretendente de Clara, Cassi Jones de Azevedo, que pertencia a uma posição social melhor. O padrinho Marramaque, que já lhe conhecia a fama, tenta afastá-lo de Clara quando percebe seu interesse. Na festa de aniversário da afilhada, provoca Cassi e deixa claro que ele não é bem-vindo ali e que seria melhor que se retirasse. Cassi vinga-se de modo violento: junta-se a um capanga e ambos assassinam Marramaque. Clara, que já suspeitava das ameaças do rapaz ao padrinho, passa a temê-lo, mas ele consegue seduzi-la, principalmente ao confessar seu crime, dizendo que matou por amor a ela. Malandro e perigoso, Cassi já havia se envolvido em problemas com a justiça antes, mas sempre fora acobertado pela sua família, especialmente sua mãe, que não queria que fosse preso. Assim, conseguia subornar a polícia e continuar impune, mesmo depois de ter levado a mãe de uma de suas vítimas ao suicídio e da perseguição da imprensa. Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Convencida pela vizinha, dona Margarida, que procurara na tentativa de conseguir um empréstimo e fazer um aborto, ela confessa o que está acontecendo à sua mãe. É levada a procurar a família de Cassi e pedir reparação do dano. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho. Clara agora é que tinha a noção exata da sua situação na sociedade.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Memórias de um sargento de milicias


O livro de Manuel Antônio de Almeida conta a história dos Leonardos.
Leonardo e Maria viajavam de Lisboa rumo ao Rio de Janeiro, no navio se apaixonaram, logo após casaram e tiveram um filho chamado Leonardo, que desde pequeno era manhoso e arteiro. Com o passar do tempo Maria começou a trair seu marido e quando este descobriu deu uma surra na mulher, que acabou fugindo com seu amante, Leonardo simplesmente foi embora abandonando o filho. Leonardo (filho) ficou então aos cuidados de seu padrinho, um barbeiro “bem arranjado”, este passou a estimar muito o menino. Planejou fazê-lo padre, iniciou a escrita e a leitura, bem precariamente, ao menino e depois o encaminhou à escola. Por estes tempos a madrinha de Leonardo também apareceu e lhe visitava sempre. O menino na escola não passava um dia sem apanhar com a palmatoria do mestre. Quando passou a ir sozinho faltava muitas aulas e ia para igreja se juntar a Tomás para fazer bagunça. Imaginando a facilitade que teria em aprontar se viesse a ser coronhinha como o amigo, pediu ao padrinho que lhe fizesse tal, o padrinho aceitou alegremente o interesse pela igreja. Mas logo o menino foi expulso por tanto aprontar. Já rapaz levava uma vida de vadio. Ele e seu padrinho passaram a frequentar a casa de D. Maria, essa tinha uma sobrinha, Luisinha, Leonardo apaixonou-se por ela. Em meio às suas intenções apareceu um rival, José Manuel. Nesses tempos o padrinho morreu e Leonardo foi viver com seu pai que se casou com a filha da comadre. Depois de uma briga feia com seu pai Leonardo fugiu pela rua. Depois de muito andar encontrou-se com Tómas e mais uns amigos, dentre eles Vidinha, que lhe despertou uma nova paixão. Foi viver na casa deles, e um dos moradores revoltado com Leonardo armou contra ele. A armação levou-o preso pelo major Vidigal, homem muito temido. Mas antes que chegassem à cadeia o rapaz fugiu. Com o objetivo de evitar motivos para uma nova prisão a madrinha de Leonardo lhe arrumou um emprego na casa-real, mas o rapaz logo foi despedido por ter se aproximado da mulher de um dos homens do poder da casa. Ao saber de tal acontecimento, Vidinha foi tomar satisfações. Leonardo saiu atrás dela para impedir, quando chegaram à porta da casa, na indecisão de entrar ou não, ele acabou sendo levado por Vidigal que o esperva por lá. Leonardo foi feito granadeiro do major Vidigal, Vidinha e sua família haviam buscado muito por ele e sem encontrar passaram a odiá-lo por cometer a desfeita de abandonar sem explicação quem o acolhera. Uma vez ajudando um conhecido a fugir das garras de Vidigal, Leonardo foi preso. Ao saber de tal coisa sua madrinha foi rogar por ele ao major, sem resultado; após uma forte reconcilhiação com D. Maria foram as duas pedir a libertação do rapaz, o que não conseguiram. As duas senhoras foram atrás da ajuda de Maria-Regalada, esta tinha sido a primeira paixão de Vidigal, ela concedeu a ajuda e as três foram implorar pela libertação de Leonardo. Depois de muito tentar e nada conseguir Maria-Regalada falou em particular com Vidigal, disse que se libertasse o rapaz iria viver com ele, como ele já lhe pedira muitas vezes. Com tal proposta o major cedeu e ainda prometeu uma surpresa. Durante tais acontecimentos Luisinha ficou viúva, foi no dia do enterro de José Manuel que Leonardo apareceu, tinha sido feito sargento. Passou a frequentar novamente a casa de D. Maria, seus interesses por Luisinha renaceram e os dela também. A madrinha e a D. Maria estavam mais do que de acordo com o casamento deles, o que impedia era o posto de sargento que não permitia o casamento. Pediram então novamente a ajuda de Vidigal, que nesses tempos já vivia com Maria-Regalada. O homem cedeu com gosto e fez de Leonardo sargento de milícias, oficio que permitia o casamento. Dado a essas circunstâncias casou-se com Luisinha. Depois de tais acontecimentos, Leonardo pai e D. Maria vieram a falecer.